Festival Insanidade Coletiva

Douglas Rodrigues

Nem digo muita coisa. O texto do Ayuso explica completamente como deveras funciona um festival. "Roots" é a palavra que resume tudo. Sem frescura nenhuma, somente a gana da galera que arregaçou as mangas, montou toda a estrutura, cuidou do som, e ainda trocou altas idéias.
Muito Rock! Parabéns, de toda a equipe do Guerrilha Gig.
Segue o texto do camarada do front.

---
Fazer acontecer já significa MUITA COISA!

Tivemos a iniciativa de montar esse multirão e tentar fazer algo diferente. Acreditamos que se uníssemos as forças de todas as bandas fazendo com que todas elas trabalhassem pra valer na organização desse festival poderíamos chegar a produzir um festival de rock as alturas.

Nem tudo foi como o planejado. Cada um teve um grau diferente de comprometimento com o evento ajudando conforme suas limitações e certamente influenciando no resultado final do evento.

O lugar não ajudou muito também, acústica não era das melhores, sabe? Mas o que foi mais legal é que no final de contas a proposta do Festival acabou funcionando e acontecendo!

Todas as bandas acabaram se ajudando, emprestando um amplificador, atuando na mesa de som, ajudando na montagem do palco, ficando na bilheteria, etc...

O evento começou atrasado mas no final de contas "todas"(menos a monobanda Agulhas Negras) as bandas acabaram tocando naquele palco rústico e abafado que ficava bem no fundo do tal "Barracão do Gil" um lugar diferente e nada convencional para um festival de rock.

Fizemos daquela lanchonete um lugar onde algumas pessoas puderam se conhecer melhor, trocando informações, fazendo contatos e ouvindo aquelas bandas que estavam ali para se expressar artísticamente e com certeza se divertir bastante!

Novas bandas vieram e compareceram em peso para prestigiar o evento.

Tinha o Felipe de Campinas da banda "Foil Empire", os paulistas do "Espasmos do Braço Mecânico", a galera do ABC da banda "Krias de Kafka", o Zé do Seamus e o Vitor do Vício Primavera ambos da caravana de Mogi que vieram junto com as Maquiladoras (entre outros).

Tinha gente de tudo que é canto, a maioria artistas, músicos e apreciadores do bom e velho rock and roll.
Acho que mesmo com os empecílios, todo mundo saiu com aquela sensação boa de ter vivenciado ali um momento onde ninguém era dono de ninguém e tudo dependia da vontade e dedicação de todos.

Parabéns para todas as bandas e para as pessoas que acreditaram no evento e sairam de suas casas para prestigiar e incentivar mais um evento de rock na cidade cinza.

A lição que ficou é que se realmente acreditarmos e existir um pouco de pré-disposição podemos produzir e criar nossos próprios festivais sem depender de ninguém!
Viva Auto-gestão! Viva o "FAÇA VOCÊ MESMO"!

Que venham os próximos insanos e façam a sua parte!

Ayuso
---

Nenhum comentário:

Postar um comentário

 
BlogBlogs.Com.Br