Destaque de Uberlândia, Porcas Borboletas “testa” novo disco em BH, na companhia de Paulo e Arrigo Barnabé
Os “headliners” ou, no bom português, a “atração principal” da noite de quinta-feira, dia 23 de abril, no festival Conexão Vivo, em Belo Horizonte, vêm de uma cidade que, nos últimos 10 anos, saiu do esquecimento para se tornar o principal pólo da música independente em Minas Gerais. Co-responsáveis e privilegiados por esse fenômeno, o grupo Porcas Borboletas convida os ídolos e parceiros Paulo e Arrigo Barnabé para o show no Parque Municipal, fechando a noite de apresentações que começam às 18h. Além de canções conhecidas dos irmãos - que são referência no movimento cultural da “Vanguarda Paulista” dos anos 70 e 80 - o show terá as novas músicas do segundo disco do Porcas Borboletas, “A Passeio”, que está prestes a ser lançado de forma independente.
Porcas e parceiros
A parceria entre Arrigo e Paulo Barnabé com os Porcas Borboletas acontece no momento que o grupo recolhe os frutos plantados com a intensa circulação e atividade no cenário nacional. Além da proximidade com os Barnabé, intermediada pelo produtor Alfredo Bello, o Porcas chegou ao cinema, compondo a trilha para “Nome Próprio”, de Murilo Salles, ganhador de Melhor Filme no Festival de Gramado em 2008 e protagonizado por Leandra Leal, eleita Melhor Atriz do cinema brasileiro no último Grande Prêmio Vivo, pela sua interpretação da personagem Camila.
A banda, cujos integrantes já desenvolvem outros trabalhos no teatro e na literatura, criou também vínculo com a escritora gaúcha Clarah Averbuck, que após idas e vindas de Uberlândia e algumas conversas pelo MSN, presenteou os uberlandenses com uma das letras do novo disco, a da faixa “Menos”.
Sobre o disco "A Passeio"
Com previsão de lançamento para o os próximos meses, “A Passeio” sucede o bem recebido “Carinho com os Dentes” (2005), que teve participação de Arnaldo Antunes e sedimentou a trajetória do grupo em shows e festivais pelo país. No novo disco, além da parceria com a escritora Clarah Averbuck, participaram das gravações em São Paulo, no estúdio Terreiro Du Passo, a própria Leandra Leal, que narra a voz de uma prostituta na música “Super Herói Playboy”, Arrigo Barnabé, que interpreta um cafetão na mesma faixa, Paulo Barnabé que toca piano elétrico em “O Rato”, o trombonista veterano Boccato em “Estrela Decadente” e a percussionista dos Mutantes Simone Sou, em cinco das 12 músicas que compõem o trabalho.
Em “A Passeio”, o Porcas Borboletas se desprende um pouco mais das dificuldades e obstáculos armados na trajetória de um grupo autoral - e sem apoio de grandes gravadoras - para respirar e amadurecer a sua proposta musical e lírica. A irreverência, grande marca do grupo, permanece em alta por dentro de letras como a de “Tem Gente” (“Tem gente que lê Thomas Hobbes/ Tem gente que fuma Cannabis/ Tem gente que ora-pro-nobis / Tem gente que dá o forevis”), já conhecida do público em todos os shows do grupo. Por outro lado, o existencialismo, a busca de uma filosofia de vida mais leve e solta, o amor e a solidão também encontram espaço nas novas músicas. “É um disco mais profundo, que já se mostrou assim desde o início da produção, em 2008. As músicas ganharam um formato mais sólido, de início meio e fim. Estamos todos a passeio, porque estamos com mais liberdade, para onde queremos ir”, afirma Enzo Banzo, voz e violão do grupo.
Porcas Borboletas
Formada por Danislau Também (voz, percussão), Enzo Banzo (voz, violão), Moita Mattos (guitarra, voz), Rafa Rays (baixo), Ricardim (barulhos, sopros, teclados) e Vi Vicious (bateria), a banda Porcas Borboletas vem se consolidando como um dos principais nomes da nova música do Brasil. Com estilo marcado, principalmente, pela inventividade e a irreverência, a banda reúne influências do rock e da música brasileira de diversas gerações, investindo em uma estética contemporânea que não se prende a formatos pré-estabelecidos. Com o repertório de seu primeiro disco – Um Carinho com os Dentes (2005) – a banda circulou pelo país, numa movimentação em que além de apresentar seu trabalho artístico, possibilitou o intercâmbio e troca de informações com artistas e produtores de diversas regiões.
Entre os anos de 2006 e 2008, o grupo participou de festivais independentes de todas as regiões brasileiras , dentre eles Calango (MT), Bananada (GO), Varadouro (AC), Recbeat (PE), Jambolada (MG), Demosul (PR), dentre outros. Esteve presente em importantes eventos de seu estado, tais como Conexão Vivo, Música Independente, Stereoteca, FIT, Festival Garimpo. No projeto Conexão Vivo, circulou pelos estados de Minas Gerais e São Paulo, e dividiu o palco com artistas de renome nacional. O grupo foi um dos selecionados pelo projeto Rumos Música Itaú Cultural 2007-2009, na categoria mapeamento, que selecionou 50 artistas de todo Brasil entre mais de 2.000 inscritos, com o propósito de se apresentar o novo mapa da música nacional.
Uberlândia
Assim como em outras tantas cidades deslocadas do eixo Rio-São Paulo, em Uberlândia a opção para o artista que quer viver de música é a inserção no mercado independente, gravando discos na marra, divulgando-os pela internet e distribuidoras alternativas. Há 10 anos, a partir do campus da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), começaram uma série de encontros entre produtores, músicos, intelectuais e ativistas políticos de Uberlândia para pensar estratégias de valorização da música autoral e independente da cidade. A criação de um festival, o “Jambolada” e a proximidade com outros pólos nacionais como Goiânia e Cuiabá permitiram o grande crescimento da cena e seus artistas.
Nos últimos anos, Uberlândia tornou-se um dos principais pontos de força do Circuito Fora do Eixo, uma iniciativa de intercâmbio entre bandas, produtores, casas noturnas, jornalistas e blogs de fora do eixo Rio-São Paulo. Em Uberlândia, essas ações têm se multiplicado com a criação do Coletivo Goma: Cultura em Movimento, uma nova referência para a cena cultural da cidade, que integrada três frentes de ação. Outro importante ator desse processo é o núcleo de produção independente Valvulado “Cultura Amplificada”, organizado em torno de um selo musical, o Valvulado Discos, que também desenvolve ações de comunicação e produção.
Fonte: CultBlog
Em show na próxima quinta-feira (23) dentro do Conexão Vivo, a banda apresenta as canções de “A Passeio”, novo trabalho que reforça sua posição como principal representante de Minas Gerais, atualmente, no circuito independente nacional.
Os “headliners” ou, no bom português, a “atração principal” da noite de quinta-feira, dia 23 de abril, no festival Conexão Vivo, em Belo Horizonte, vêm de uma cidade que, nos últimos 10 anos, saiu do esquecimento para se tornar o principal pólo da música independente em Minas Gerais. Co-responsáveis e privilegiados por esse fenômeno, o grupo Porcas Borboletas convida os ídolos e parceiros Paulo e Arrigo Barnabé para o show no Parque Municipal, fechando a noite de apresentações que começam às 18h. Além de canções conhecidas dos irmãos - que são referência no movimento cultural da “Vanguarda Paulista” dos anos 70 e 80 - o show terá as novas músicas do segundo disco do Porcas Borboletas, “A Passeio”, que está prestes a ser lançado de forma independente.Porcas e parceiros
A parceria entre Arrigo e Paulo Barnabé com os Porcas Borboletas acontece no momento que o grupo recolhe os frutos plantados com a intensa circulação e atividade no cenário nacional. Além da proximidade com os Barnabé, intermediada pelo produtor Alfredo Bello, o Porcas chegou ao cinema, compondo a trilha para “Nome Próprio”, de Murilo Salles, ganhador de Melhor Filme no Festival de Gramado em 2008 e protagonizado por Leandra Leal, eleita Melhor Atriz do cinema brasileiro no último Grande Prêmio Vivo, pela sua interpretação da personagem Camila.
A banda, cujos integrantes já desenvolvem outros trabalhos no teatro e na literatura, criou também vínculo com a escritora gaúcha Clarah Averbuck, que após idas e vindas de Uberlândia e algumas conversas pelo MSN, presenteou os uberlandenses com uma das letras do novo disco, a da faixa “Menos”.
Sobre o disco "A Passeio"
Com previsão de lançamento para o os próximos meses, “A Passeio” sucede o bem recebido “Carinho com os Dentes” (2005), que teve participação de Arnaldo Antunes e sedimentou a trajetória do grupo em shows e festivais pelo país. No novo disco, além da parceria com a escritora Clarah Averbuck, participaram das gravações em São Paulo, no estúdio Terreiro Du Passo, a própria Leandra Leal, que narra a voz de uma prostituta na música “Super Herói Playboy”, Arrigo Barnabé, que interpreta um cafetão na mesma faixa, Paulo Barnabé que toca piano elétrico em “O Rato”, o trombonista veterano Boccato em “Estrela Decadente” e a percussionista dos Mutantes Simone Sou, em cinco das 12 músicas que compõem o trabalho.
Em “A Passeio”, o Porcas Borboletas se desprende um pouco mais das dificuldades e obstáculos armados na trajetória de um grupo autoral - e sem apoio de grandes gravadoras - para respirar e amadurecer a sua proposta musical e lírica. A irreverência, grande marca do grupo, permanece em alta por dentro de letras como a de “Tem Gente” (“Tem gente que lê Thomas Hobbes/ Tem gente que fuma Cannabis/ Tem gente que ora-pro-nobis / Tem gente que dá o forevis”), já conhecida do público em todos os shows do grupo. Por outro lado, o existencialismo, a busca de uma filosofia de vida mais leve e solta, o amor e a solidão também encontram espaço nas novas músicas. “É um disco mais profundo, que já se mostrou assim desde o início da produção, em 2008. As músicas ganharam um formato mais sólido, de início meio e fim. Estamos todos a passeio, porque estamos com mais liberdade, para onde queremos ir”, afirma Enzo Banzo, voz e violão do grupo.
Porcas Borboletas
Formada por Danislau Também (voz, percussão), Enzo Banzo (voz, violão), Moita Mattos (guitarra, voz), Rafa Rays (baixo), Ricardim (barulhos, sopros, teclados) e Vi Vicious (bateria), a banda Porcas Borboletas vem se consolidando como um dos principais nomes da nova música do Brasil. Com estilo marcado, principalmente, pela inventividade e a irreverência, a banda reúne influências do rock e da música brasileira de diversas gerações, investindo em uma estética contemporânea que não se prende a formatos pré-estabelecidos. Com o repertório de seu primeiro disco – Um Carinho com os Dentes (2005) – a banda circulou pelo país, numa movimentação em que além de apresentar seu trabalho artístico, possibilitou o intercâmbio e troca de informações com artistas e produtores de diversas regiões.
Entre os anos de 2006 e 2008, o grupo participou de festivais independentes de todas as regiões brasileiras , dentre eles Calango (MT), Bananada (GO), Varadouro (AC), Recbeat (PE), Jambolada (MG), Demosul (PR), dentre outros. Esteve presente em importantes eventos de seu estado, tais como Conexão Vivo, Música Independente, Stereoteca, FIT, Festival Garimpo. No projeto Conexão Vivo, circulou pelos estados de Minas Gerais e São Paulo, e dividiu o palco com artistas de renome nacional. O grupo foi um dos selecionados pelo projeto Rumos Música Itaú Cultural 2007-2009, na categoria mapeamento, que selecionou 50 artistas de todo Brasil entre mais de 2.000 inscritos, com o propósito de se apresentar o novo mapa da música nacional.
Uberlândia
Assim como em outras tantas cidades deslocadas do eixo Rio-São Paulo, em Uberlândia a opção para o artista que quer viver de música é a inserção no mercado independente, gravando discos na marra, divulgando-os pela internet e distribuidoras alternativas. Há 10 anos, a partir do campus da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), começaram uma série de encontros entre produtores, músicos, intelectuais e ativistas políticos de Uberlândia para pensar estratégias de valorização da música autoral e independente da cidade. A criação de um festival, o “Jambolada” e a proximidade com outros pólos nacionais como Goiânia e Cuiabá permitiram o grande crescimento da cena e seus artistas.
Nos últimos anos, Uberlândia tornou-se um dos principais pontos de força do Circuito Fora do Eixo, uma iniciativa de intercâmbio entre bandas, produtores, casas noturnas, jornalistas e blogs de fora do eixo Rio-São Paulo. Em Uberlândia, essas ações têm se multiplicado com a criação do Coletivo Goma: Cultura em Movimento, uma nova referência para a cena cultural da cidade, que integrada três frentes de ação. Outro importante ator desse processo é o núcleo de produção independente Valvulado “Cultura Amplificada”, organizado em torno de um selo musical, o Valvulado Discos, que também desenvolve ações de comunicação e produção.
Fonte: CultBlog










foto W.Valente
ResponderExcluiromelhorfotógrafodaminharua